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“Agora me apoio sobre minha janela e me debruço sobre meus erros extravagantes e comuns. Eu me encaro no espelho, eu cresci e ninguém me perguntou se era isso que eu queria.”
— Laura Quaresma.
“Chorei três horas, depois dormi. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total.”
— Caio Fernando Abreu.
“O mais assustador nisso tudo é que eu estou calmo. Deveria estar quebrando algo, arrancando alguns fios de cabelo, talvez. Deixar o desespero dominar, explodir para o mundo, quem sabe. Porém nenhuma reação sequer. Enquanto eu demonstro o que sinto, tudo é muito previsível. Mas quando não sei expor, nada mais sou do que uma bomba relógio sem contagem exata. Eu não me preocupo com quem sou agora, estou preocupado com quem posso vir a ser. Não tenho medo do meu silêncio, tenho medo das minhas palavras por dentro.”
— Allax Garcia.




